domingo, janeiro 14, 2007

Doação de sangue

Era um belo dia,
com uma tarde solarenga e quente. Era um belo dia para fazer uma boa acção. Tcharam... a heroína a caminho! Destemida, avancei para a sala e com o intuito de entregar o meu bracinho à enfermeira sanguessuga de serviço. Todavia, antes do dito cujo sangramento, todos os dadores devem ser entrevistados por um médico. Tudo ok, já sabia que assim o era.

--Boa tarde. --disse eu.
--Boa tarde. Vamos a umas perguntinhas?-- respondeu o médico.
--Sim, claro.
--Esteve recentemente num país estrangeiro?
--Não.
--Já recebeu alguma transfusão sanguínea?
--Não.
--Esteve doente, com constipação, gripe, nos últimos dias?
--Não.
--Já alguma vez tomou drogas?
--Não.
--Tem múltiplos parceiros?
--Não.
--A sua vida emocional é estável?
--Sim... uhhhh...--e de repente fez-se luz-- ah! Não tenho namorado.

--Fuma?
--Não.
--Bebe?
--Não.
E disto isto, o senhor olhou para mim e disse com um sorriso simpático:
--Mas o que é que a menina faz?

Zás... Um balde de água fria pela cabeça abaixo. Pois... aí está o busílis da questão! Sou um tédio, contudo, ao menos, dou sangue...

P.S. - Fiz a dádiva, mas andei com uma nódoa no braço durante uma semana! Não me importo... venha o próximo saquinho para o sangue!

Sem comentários: