Dia semanal do provérbio
De livro fechado, não sai letrado.
domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 30, 2006
Conversas entre mãe e filha
- Quero levar esta blusa!
- Não levas porque está suja.
Achei este diálogo curioso. Imaginei uma criança a dizer à mãe: "Ò mãe... quero levar esta blusa!!!!!!!" E a mãe a responder: "Não levas porque está suja.". Grande confusão, entretanto, com uma birra da criança pelo meio.
A verdade está longe, todavia. Presenciei esta cena hoje de manhã, entre a minha mãe e a minha avó de 87 anos. É a filha, a minha mãe, que decide o que a mãe vestirá. Se se tivesse passado à 50 anos atrás, teria sido o contrário e a mãe, a minha avó, teria decidido o que a filha vestiria. Será que de hoje a 30 anos, acontecerá o mesmo? Eu, a filha, a decidir o que a mãe vestirá?
- Quero levar esta blusa!
- Não levas porque está suja.
Achei este diálogo curioso. Imaginei uma criança a dizer à mãe: "Ò mãe... quero levar esta blusa!!!!!!!" E a mãe a responder: "Não levas porque está suja.". Grande confusão, entretanto, com uma birra da criança pelo meio.
A verdade está longe, todavia. Presenciei esta cena hoje de manhã, entre a minha mãe e a minha avó de 87 anos. É a filha, a minha mãe, que decide o que a mãe vestirá. Se se tivesse passado à 50 anos atrás, teria sido o contrário e a mãe, a minha avó, teria decidido o que a filha vestiria. Será que de hoje a 30 anos, acontecerá o mesmo? Eu, a filha, a decidir o que a mãe vestirá?
A morte
Posso dizer que vi o que a morte faz. Posso dizer que a vi várias vezes e nas piores formas. Não vou discutir os pormenores ou a razão. Apenas digo que vi.
"--Detem-te! O que ias fazer?
--Tocar n'esta caveira--respondeu o mancebo com voz tranquilla.
--Com que fim?
--Com o fim de provar que a ideia da morte me não apavora.
--Que pensamento te suggere a vista d'esse triste despojo humano?
--Primeiramente, a ideia de que todos caminhamos para a mesma miseria...
--E depois?
--Depois, que a Morte é a niveladora implacavel do genero humano.
--Assim, crês que na Morte se confundem bons e maus, virtuosos e impuros?
--Creio que, materialmente, tudo se confunde na mesma podridão.
--Materialmente, disseste?
--Disse.
--Crês então que vicio e virtude são coisas indifferentes,visto que tudo se apaga ao mesmo gelido sopro e tudo resvala com o homem ao abysmo do Nada?
--Não.
--Explica-te.
--Do homem subsistem as ideias, os pensamentos, os actos bons ou maus de toda a sua vida. Esses não tem a Morte o poder de os anniquillar.
--Pois bem; visto que assim é, dize-me: De quem é esse craneo?
--De um meu irmão.
--É vaga a resposta. Dize-me: Será d'um sabio? Será de um ignorante? Será de um homem honesto? Será d'um criminoso? Será d'um nobre? Será d'um plebeu?
--Ignoro.
--Confessas, pois, que na Morte tudo se confunde?
--Não! Confesso apenas que na Morte todos teem egual direito ao respeito dos vivos."
Os Filhos do Padre Anselmo, Sá d'Albergaria
Posso dizer que vi o que a morte faz. Posso dizer que a vi várias vezes e nas piores formas. Não vou discutir os pormenores ou a razão. Apenas digo que vi.
"--Detem-te! O que ias fazer?
--Tocar n'esta caveira--respondeu o mancebo com voz tranquilla.
--Com que fim?
--Com o fim de provar que a ideia da morte me não apavora.
--Que pensamento te suggere a vista d'esse triste despojo humano?
--Primeiramente, a ideia de que todos caminhamos para a mesma miseria...
--E depois?
--Depois, que a Morte é a niveladora implacavel do genero humano.
--Assim, crês que na Morte se confundem bons e maus, virtuosos e impuros?
--Creio que, materialmente, tudo se confunde na mesma podridão.
--Materialmente, disseste?
--Disse.
--Crês então que vicio e virtude são coisas indifferentes,visto que tudo se apaga ao mesmo gelido sopro e tudo resvala com o homem ao abysmo do Nada?
--Não.
--Explica-te.
--Do homem subsistem as ideias, os pensamentos, os actos bons ou maus de toda a sua vida. Esses não tem a Morte o poder de os anniquillar.
--Pois bem; visto que assim é, dize-me: De quem é esse craneo?
--De um meu irmão.
--É vaga a resposta. Dize-me: Será d'um sabio? Será de um ignorante? Será de um homem honesto? Será d'um criminoso? Será d'um nobre? Será d'um plebeu?
--Ignoro.
--Confessas, pois, que na Morte tudo se confunde?
--Não! Confesso apenas que na Morte todos teem egual direito ao respeito dos vivos."
Os Filhos do Padre Anselmo, Sá d'Albergaria
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Na corda bamba
A minha vida é uma merda requintada..., i.e., um tédio. Sou uma jovem adulta que mais parece ser uma adolescente rasca. Aquela borbulha indiscreta ainda teima em aparecer. Os ténis, alguns já com alguns anitos, continuam a ser o principal elemento da minha vastíssima (notem a ironia) colecção de calçado. Continuo a carregar às costas a bela, mítica, fiel e velhinha mochila Monte Campo (que em tempos foi tão apreciada), só que agora não vou para a escola secundária mas sim para a faculdade. Levo o lanchinho para as aulas... e poderia continuar.
A verdade é que os anos passaram. Eu sei que, como qualquer pessoa, cresci. Não posso é dizer que a minha vida tenha mudado drasticamente, ou que essas mudanças sejam visíveis a olho nú. Acho que ainda não dei o salto para a geração que me espera, mas não sei se o quero fazer já. Quero e não quero, queixo-me contudo gosto. Presa ao passado a olhar para o futuro.
A minha vida é uma merda requintada..., i.e., um tédio. Sou uma jovem adulta que mais parece ser uma adolescente rasca. Aquela borbulha indiscreta ainda teima em aparecer. Os ténis, alguns já com alguns anitos, continuam a ser o principal elemento da minha vastíssima (notem a ironia) colecção de calçado. Continuo a carregar às costas a bela, mítica, fiel e velhinha mochila Monte Campo (que em tempos foi tão apreciada), só que agora não vou para a escola secundária mas sim para a faculdade. Levo o lanchinho para as aulas... e poderia continuar.
A verdade é que os anos passaram. Eu sei que, como qualquer pessoa, cresci. Não posso é dizer que a minha vida tenha mudado drasticamente, ou que essas mudanças sejam visíveis a olho nú. Acho que ainda não dei o salto para a geração que me espera, mas não sei se o quero fazer já. Quero e não quero, queixo-me contudo gosto. Presa ao passado a olhar para o futuro.
domingo, dezembro 24, 2006
Mudanças
Decidi mudar o nome do blog... já há algum tempo que tinha esta ideia... não que não gostasse do nome do blog (Pensar alto), era algo que não me satisfazia completamente. Algumas ideias surgiram, mas isto do mundo dos blogs é complicado, e arranjar endereço que se coadune com o título escolhido revelou-se ser uma tarefa très difficile. Alguns nomes passaram pela cabeça, aqui vão alguns: Distúrbios da Mente, Água em Marte, não sei porquê estes e não outros... Enquanto pensava num nome que transmitisse o que quero, olhei para o espelho que está no meu quarto e decidi! Imagem Reflectida: porque é o que este blog é, uma imagem reflectida de mim mesma, dos meus pensamentos, de quem sou. Por vezes clara como o reflexo num espelho, outras vezes baça com o reflexo na água.
Decidi mudar o nome do blog... já há algum tempo que tinha esta ideia... não que não gostasse do nome do blog (Pensar alto), era algo que não me satisfazia completamente. Algumas ideias surgiram, mas isto do mundo dos blogs é complicado, e arranjar endereço que se coadune com o título escolhido revelou-se ser uma tarefa très difficile. Alguns nomes passaram pela cabeça, aqui vão alguns: Distúrbios da Mente, Água em Marte, não sei porquê estes e não outros... Enquanto pensava num nome que transmitisse o que quero, olhei para o espelho que está no meu quarto e decidi! Imagem Reflectida: porque é o que este blog é, uma imagem reflectida de mim mesma, dos meus pensamentos, de quem sou. Por vezes clara como o reflexo num espelho, outras vezes baça com o reflexo na água.
A noite
Noutra vida passada devo ter sido um animal nocturno, talvez um morcego ou uma coruja. Digo isto não porque acredito em vidas passadas ou qualquer coisa do estilo, pelo contrário, mas porque adoro a noite. Quando falo de noite, não falo da noite das discotecas, da agitação, do barulho ensurdecedor, mas sim da noite silenciosa, dos barulhos inaudíveis que se ouvem. O melhor momento do dia é a noite. Claro que gosto do sol, da luz, do movimento matinal das pessoas, mas a noite tem uma magia fascinante. O silêncio, o quarto escuro, a rua vazia, os ecos do dia. À noite torno-me mais atenta, com os sentidos despertos, susceptível a captar o que me rodeia. É um momento de isolamento, reflexão e interiorização de mim mesma sobre tudo aquilo que sinto. Talvez seja uma solitária, e me refugie na noite.
Noutra vida passada devo ter sido um animal nocturno, talvez um morcego ou uma coruja. Digo isto não porque acredito em vidas passadas ou qualquer coisa do estilo, pelo contrário, mas porque adoro a noite. Quando falo de noite, não falo da noite das discotecas, da agitação, do barulho ensurdecedor, mas sim da noite silenciosa, dos barulhos inaudíveis que se ouvem. O melhor momento do dia é a noite. Claro que gosto do sol, da luz, do movimento matinal das pessoas, mas a noite tem uma magia fascinante. O silêncio, o quarto escuro, a rua vazia, os ecos do dia. À noite torno-me mais atenta, com os sentidos despertos, susceptível a captar o que me rodeia. É um momento de isolamento, reflexão e interiorização de mim mesma sobre tudo aquilo que sinto. Talvez seja uma solitária, e me refugie na noite.
sábado, dezembro 23, 2006
O gato
O gato foi às filhoses. E alguém tem alguma coisa a ver com isso? Realmente... se ele foi... o problema é dele. Nesta época do ano existem muitas filhoses... das sadias que fazem bem a tudo o que é constipação e dor de dentes. Já dizia a tia da vizinha da minha prima que mora para lá do rio Trancão: come filhoses que elas fazem bem aos outros!
Já os sonhos não são tão dados à cura de doenças, diria até que fazem aquilo a que chamo azia intestinal, ou gás letal, capaz de matar uma manada de búfalos a 100 km de distância do epicentro da fuga gasosa. O truque está em libertar toda essa energia deambulante, num momento preciso e provocar a cisão dos atómos, relembrando o momento épico e primordial da formação do gás ventral. E o gato foi à filhoses.. se tivesse ido aos sonhos, o problema seria bem diferente.
O gato foi às filhoses. E alguém tem alguma coisa a ver com isso? Realmente... se ele foi... o problema é dele. Nesta época do ano existem muitas filhoses... das sadias que fazem bem a tudo o que é constipação e dor de dentes. Já dizia a tia da vizinha da minha prima que mora para lá do rio Trancão: come filhoses que elas fazem bem aos outros!
Já os sonhos não são tão dados à cura de doenças, diria até que fazem aquilo a que chamo azia intestinal, ou gás letal, capaz de matar uma manada de búfalos a 100 km de distância do epicentro da fuga gasosa. O truque está em libertar toda essa energia deambulante, num momento preciso e provocar a cisão dos atómos, relembrando o momento épico e primordial da formação do gás ventral. E o gato foi à filhoses.. se tivesse ido aos sonhos, o problema seria bem diferente.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
sábado, dezembro 16, 2006
Natal
O Natal está a chegar... uma época de partilha e solidariedade...
O Natal não é só isto: é o consumismo puro e cru, é ser (ainda mais) bombardeado com publicidade, é passar dias em centros comerciais, é comprar convulsivamente, é andar em multidões sonâmbulas desejosas de poder económico.
Será realmente este o objectivo final do Natal?? Não acredito que seja... dá que pensar...
"Porque têm fome de amor. Têm fome de amor e não o encontram. (...) Não têm amor e procuram substitutos. Mas isso não resulta. O dinheiro, o poder, a posse de coisas... nada substitui o amor. (...) Procuram algo que não está ali."
in A fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos
E que tal procurar aquilo que realmente interessa... e esquecer o resto?
O Natal está a chegar... uma época de partilha e solidariedade...
O Natal não é só isto: é o consumismo puro e cru, é ser (ainda mais) bombardeado com publicidade, é passar dias em centros comerciais, é comprar convulsivamente, é andar em multidões sonâmbulas desejosas de poder económico.
Será realmente este o objectivo final do Natal?? Não acredito que seja... dá que pensar...
"Porque têm fome de amor. Têm fome de amor e não o encontram. (...) Não têm amor e procuram substitutos. Mas isso não resulta. O dinheiro, o poder, a posse de coisas... nada substitui o amor. (...) Procuram algo que não está ali."
in A fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos
E que tal procurar aquilo que realmente interessa... e esquecer o resto?
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Anda aí...
Anda aí virose... ui... e pega-se... pega e não desgruda.. puíí... ai ai... mais umas vítimas... puíí.
E quem é que as aguenta? Que remédio lá terá de ser... toca de tossir e assoar numa sinfonia que nem lembra ao Mozart...
Nojo... tu metes-me nojo... Ó lenço ranhoso... Ninguém te quer pá... Vai pó lixo, pá! Descansa que encontrarás mais companhia. ;P
Anda aí virose... ui... e pega-se... pega e não desgruda.. puíí... ai ai... mais umas vítimas... puíí.
E quem é que as aguenta? Que remédio lá terá de ser... toca de tossir e assoar numa sinfonia que nem lembra ao Mozart...
Nojo... tu metes-me nojo... Ó lenço ranhoso... Ninguém te quer pá... Vai pó lixo, pá! Descansa que encontrarás mais companhia. ;P
domingo, dezembro 10, 2006
Porque ando numa onda de sentimentalismo
Porque ando numa onda de sentimentalismo... à espera de um amor que tarda em vir... aqui vai um trecho de um livro que li há pouco tempo. Sou uma gaja romântica, por isso... desculpem-me por posts mais melosos (relembrando, até têm sido bastantes).
"«Mas eu dei-me a ele.»
Não foi o suficiente.
«Amei-o»
Mas ele nunca te amou."
in Montanhas Silvestres, Rosamunde Pilcher
Porque ando numa onda de sentimentalismo... à espera de um amor que tarda em vir... aqui vai um trecho de um livro que li há pouco tempo. Sou uma gaja romântica, por isso... desculpem-me por posts mais melosos (relembrando, até têm sido bastantes).
"«Mas eu dei-me a ele.»
Não foi o suficiente.
«Amei-o»
Mas ele nunca te amou."
in Montanhas Silvestres, Rosamunde Pilcher
sábado, dezembro 09, 2006
....
As minhas lágrimas secaram. Quero chorar e não consigo, estou farta de tudo. Não pensam nos outros, nem querem saber das marcas de dor que fazem. Cada um preocupado em atirar facas, se existirem feridos acidentais que se lixe! São anos a tentar moderar aquilo que não se pode moderar. São anos que marcam profundamente. Tenho vontade de sair daqui, mas estou presa porque os amo.
As minhas lágrimas secaram. Quero chorar e não consigo, estou farta de tudo. Não pensam nos outros, nem querem saber das marcas de dor que fazem. Cada um preocupado em atirar facas, se existirem feridos acidentais que se lixe! São anos a tentar moderar aquilo que não se pode moderar. São anos que marcam profundamente. Tenho vontade de sair daqui, mas estou presa porque os amo.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Hoje.
Hoje vi a morte muito de perto... a rondar. Acho que não chegou, mas não tenho a certeza. Preferi fugir e não ver a realidade nua e crua. Não quis ver um corpo despedaçado em mil pedaços. Ele decidiu arriscar e avançar em frente, para o comboio. Não sei se consegui passar, não sei se recuou. Uma decisão de um segundo que pode mudar tudo. É frustante não poder fazer nada, somente acreditar e esperar pelo melhor.
Hoje vi a morte muito de perto... a rondar. Acho que não chegou, mas não tenho a certeza. Preferi fugir e não ver a realidade nua e crua. Não quis ver um corpo despedaçado em mil pedaços. Ele decidiu arriscar e avançar em frente, para o comboio. Não sei se consegui passar, não sei se recuou. Uma decisão de um segundo que pode mudar tudo. É frustante não poder fazer nada, somente acreditar e esperar pelo melhor.
domingo, dezembro 03, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
sábado, novembro 11, 2006
P.S. Post completamente egocêntrico
Pois é... esta semana... aparecer ao blog é mentira. Tenho estado com preguiça, o tempo não tem facilitado, pseudo-estudos pelo caminho, outro amor no ar, e uma nova actividade física descoberta.
Começemos pelo início. Sim, assumo, sou uma preguiçosa irrecuperável que só funciona com muito stress pelo caminho e pouco tempo para fazer as coisas. Vergonhosamente não tenho vergonha, e admito que é por ser assim que muitas vezes me queimo... não é por mero acaso que a preguiça é um pecado mortal.
O tempo não tem facilitado. E, quando falo de tempo, não me refiro ao tempo metereológico. O horário deste ano é brutal... entrar tarde e sair de noite.
Relativamente a pseudo-estudos: como preguiçosa que sou (Nota: ver segundo parágrafo), passo as manhãs a fazer ronha na cama ou quando me levanto para fazer qualquer coisa, arranjo qualquer desculpa para não fazer o que devia... (exemplo: neste preciso momento deveria estar a estudar para uma frequência puxadissíma, em vez disso estou aqui a engonhar com este discurso). Resumindo, o tempo livre passa a correr, sem qualquer rendimento (nem para este blog, que tristeza...).
Há paixão no ar... que ninguém se iluda... A MINHA VIDA AMOROSA NÃO ESTÁ NO AUGE, LONGE DISSO... A verdade é que criei um photoblog, e estou a adorar!!! A fotografia é uma grande paixão minha, não é que seja uma grande fotógrafa, ou algo parecido, mas há algo nas imagens que me prende e impressiona. O photoblog "obriga-me" a criar fotos com, o que considero, alguma (pequenina) qualidade. Outro aspecto positivo reside no facto de poder ver a qualidade e criatividade de fotos de outras pessoas... são indescritíveis.
Por último, mas não em último, está o yoga. Entre nós, aquilo é potente... uma pessoa fica mesmo à rasca da coluna e músculos... Só fiz duas vezes, mas adorei. Não por ser masoquista e gostar de "andar à rasca das costas", mas porque o yoga é relaxante e estimulante ao mesmo tempo.
Por aqui me fico (acho que compensei o bastante por não ter escrito nada durante a semana).
P.S. Post completamente egocêntrico.
Pois é... esta semana... aparecer ao blog é mentira. Tenho estado com preguiça, o tempo não tem facilitado, pseudo-estudos pelo caminho, outro amor no ar, e uma nova actividade física descoberta.
Começemos pelo início. Sim, assumo, sou uma preguiçosa irrecuperável que só funciona com muito stress pelo caminho e pouco tempo para fazer as coisas. Vergonhosamente não tenho vergonha, e admito que é por ser assim que muitas vezes me queimo... não é por mero acaso que a preguiça é um pecado mortal.
O tempo não tem facilitado. E, quando falo de tempo, não me refiro ao tempo metereológico. O horário deste ano é brutal... entrar tarde e sair de noite.
Relativamente a pseudo-estudos: como preguiçosa que sou (Nota: ver segundo parágrafo), passo as manhãs a fazer ronha na cama ou quando me levanto para fazer qualquer coisa, arranjo qualquer desculpa para não fazer o que devia... (exemplo: neste preciso momento deveria estar a estudar para uma frequência puxadissíma, em vez disso estou aqui a engonhar com este discurso). Resumindo, o tempo livre passa a correr, sem qualquer rendimento (nem para este blog, que tristeza...).
Há paixão no ar... que ninguém se iluda... A MINHA VIDA AMOROSA NÃO ESTÁ NO AUGE, LONGE DISSO... A verdade é que criei um photoblog, e estou a adorar!!! A fotografia é uma grande paixão minha, não é que seja uma grande fotógrafa, ou algo parecido, mas há algo nas imagens que me prende e impressiona. O photoblog "obriga-me" a criar fotos com, o que considero, alguma (pequenina) qualidade. Outro aspecto positivo reside no facto de poder ver a qualidade e criatividade de fotos de outras pessoas... são indescritíveis.
Por último, mas não em último, está o yoga. Entre nós, aquilo é potente... uma pessoa fica mesmo à rasca da coluna e músculos... Só fiz duas vezes, mas adorei. Não por ser masoquista e gostar de "andar à rasca das costas", mas porque o yoga é relaxante e estimulante ao mesmo tempo.
Por aqui me fico (acho que compensei o bastante por não ter escrito nada durante a semana).
P.S. Post completamente egocêntrico.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Literatura...
"Aí revejo um pobre colega na aula de Português, levantando certo dia a fralda vermelha da secretária do professor, e empalidecer, subitamente, batido a coice pelos cavalos do sangue, quando viu, todas nuas, brancas da sombra, as pernas de pau da mesa... Aí me recordo igualmente, ao ver também as pernas nuas, subitamente dorido dos flancos, a boca amaldiçoada de secura, os joelhos derreados, pedindo ao P.e Pita, esbaforido de urgência, licença de necessidades maiores... Aí recordo tudo -- e é como se de novo os poderes da minha infância se erguessem sobre mim e me condenassem outra vez."
in Manhã submersa, Vergílio Ferreira
"Aí revejo um pobre colega na aula de Português, levantando certo dia a fralda vermelha da secretária do professor, e empalidecer, subitamente, batido a coice pelos cavalos do sangue, quando viu, todas nuas, brancas da sombra, as pernas de pau da mesa... Aí me recordo igualmente, ao ver também as pernas nuas, subitamente dorido dos flancos, a boca amaldiçoada de secura, os joelhos derreados, pedindo ao P.e Pita, esbaforido de urgência, licença de necessidades maiores... Aí recordo tudo -- e é como se de novo os poderes da minha infância se erguessem sobre mim e me condenassem outra vez."
in Manhã submersa, Vergílio Ferreira
Pois é... suar até ao fim
Quase uma semana sem dar sinais de vida... o olho menos experiente diria que é uma tentativa de fuga à realidade, uma vergonha (praticamente demonstrada) do resultado do exame de código...
MAS NÃO!!! PASSEI!!! SAFEI-ME DESTA!! UFA!! VENHA A PRÓXIMA!! (isto da próxima... sou eu a cantar de galo... na altura... fico toda "borradinha" de medo - as mentes mais púdicas, nas quais eu humildemente me incluo, perdoem-me a expressão).
Pois é... suar até ao fim... mesmo depois de ter a treta do exame de código feito... o examinador faz questão de abusar do poder e demorar todo e mais algum tempo possível... acções executadas com toda a calma possível, quanto mais devagar melhor. São 10 minutos em que vemos a vida a andar para trás... E como não podia deixar de ser... fui a última dos aprovados a ser chamada... sofrer até ao fim... (4-0, ganha Murphy, ou pensando melhor... talvez não, já que passei no exame... 3-1 ganha Murphy)
Foi um alívio... passar... que sensação... (e com nenhuma errada!!... embora isso não seja muito importante... o que interessou foi passar).
Quase uma semana sem dar sinais de vida... o olho menos experiente diria que é uma tentativa de fuga à realidade, uma vergonha (praticamente demonstrada) do resultado do exame de código...
MAS NÃO!!! PASSEI!!! SAFEI-ME DESTA!! UFA!! VENHA A PRÓXIMA!! (isto da próxima... sou eu a cantar de galo... na altura... fico toda "borradinha" de medo - as mentes mais púdicas, nas quais eu humildemente me incluo, perdoem-me a expressão).
Pois é... suar até ao fim... mesmo depois de ter a treta do exame de código feito... o examinador faz questão de abusar do poder e demorar todo e mais algum tempo possível... acções executadas com toda a calma possível, quanto mais devagar melhor. São 10 minutos em que vemos a vida a andar para trás... E como não podia deixar de ser... fui a última dos aprovados a ser chamada... sofrer até ao fim... (4-0, ganha Murphy, ou pensando melhor... talvez não, já que passei no exame... 3-1 ganha Murphy)
Foi um alívio... passar... que sensação... (e com nenhuma errada!!... embora isso não seja muito importante... o que interessou foi passar).
domingo, outubro 22, 2006
Não resisti...
Ela canta, pobre ceifeira
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.
Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando!
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Fernando Pessoa
Ela canta, pobre ceifeira
Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.
Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando!
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
Fernando Pessoa
Isto está mau para os meus lados...
E está a aproximar-se a chegada do grande dia: o dia de realizar o exame de código! Depois de amanhã, nem um dia mais... caramba... que stress...
Parece pior que fazer um exame da faculdade... weird... porque na pior das hipóteses posso sempre repetir, mas não deixa de ser uma avaliação e, como tal, tenho de passar.
Amanhã faço anos, e nem isso me entusiasma... só penso é no raio do exame!! Fogo!! Não quero passar a vergonha de chumbar no EXAME DE CÓDIGO... e não estou nada confiante.
A verdade é que devia estar a estudar em vez de estar a escrever no blog. (Exame! Eis a razão porque não pûs os pés aqui durante toda a semana... só trabalheira... fazer exames de código tipo, ir para a faculdade e coisas e tal... Nota: vida social nenhuma - mas nisso já sou uma habitué).
E aqui fica uma perguntinha: Quais as características de um automóvel?
E está a aproximar-se a chegada do grande dia: o dia de realizar o exame de código! Depois de amanhã, nem um dia mais... caramba... que stress...
Parece pior que fazer um exame da faculdade... weird... porque na pior das hipóteses posso sempre repetir, mas não deixa de ser uma avaliação e, como tal, tenho de passar.
Amanhã faço anos, e nem isso me entusiasma... só penso é no raio do exame!! Fogo!! Não quero passar a vergonha de chumbar no EXAME DE CÓDIGO... e não estou nada confiante.
A verdade é que devia estar a estudar em vez de estar a escrever no blog. (Exame! Eis a razão porque não pûs os pés aqui durante toda a semana... só trabalheira... fazer exames de código tipo, ir para a faculdade e coisas e tal... Nota: vida social nenhuma - mas nisso já sou uma habitué).
E aqui fica uma perguntinha: Quais as características de um automóvel?
segunda-feira, outubro 16, 2006
domingo, outubro 08, 2006
Mea culpa
Isto de escrever no blogue, passar para aqui o que sinto, o que me vai na alma, tem sido uma experiência, no mínimo, libertadora. É curioso e dou por mim a pensar: tenho de ir escrever no blogue...
Sei que o que escrevo pode ser lido e dou por mim numa dualidade... Tenho esperança de que alguém o leia e se identifique com o que sinto. Mas também sinto que o que escrevo é uma revelação de quem sou e por isso gostaria que ninguém o lesse... Foi estranho ler o primeiro e (único) comentário... um misto de medo e alegria pelo desconhecido.
P.S. Num tom mais soft, gostaria de pedir desculpas a um possível leitor (se existir claro!!) por alguns posts mais lamechas, mas sou uma moçoila e tenho direito à minha grande cota de lamechisse!
Isto de escrever no blogue, passar para aqui o que sinto, o que me vai na alma, tem sido uma experiência, no mínimo, libertadora. É curioso e dou por mim a pensar: tenho de ir escrever no blogue...
Sei que o que escrevo pode ser lido e dou por mim numa dualidade... Tenho esperança de que alguém o leia e se identifique com o que sinto. Mas também sinto que o que escrevo é uma revelação de quem sou e por isso gostaria que ninguém o lesse... Foi estranho ler o primeiro e (único) comentário... um misto de medo e alegria pelo desconhecido.
P.S. Num tom mais soft, gostaria de pedir desculpas a um possível leitor (se existir claro!!) por alguns posts mais lamechas, mas sou uma moçoila e tenho direito à minha grande cota de lamechisse!
Gosto
Gosto de chocolate. Gosto de rir. Gosto de cabelos despenteados. Gosto de olhar para a lua. Gosto de sentir o vento na cara. Gosto de andar descalça. Gosto de me aconchegar à minha mãe enquanto vejo televisão. Gosto de dançar sozinha no quarto quando oiço música. Gosto de ouvir o riso de uma criança. Gosto de fazer bolos. Gosto de coisas velhas. Gosto de imaginar. Gosto de mergulhar numa piscina. Gosto de cães. Gosto das minhas amigas. Gosto de reciclar. Gosto do mar. Gosto de não fazer nada. Gosto de conduzir. Gosto de passar despercebida. Gosto de ouvir piadas com graça. Gosto de tirar fotografias. Gosto de reconhecer as pessoas pelas suas mãos. Gosto da sinceridade. Gosto de sinais de pele. Gosto de provérbios populares. Gosto de usar protector 50 na praia. Gosto de acreditar na genuidade das pessoas. Gosto de andar de transportes públicos. Gosto de me deitar na cama e olhar para o tecto. Gosto de programas sobre o antigo Egipto. Gosto da pontualidade. Gosto de fruta verde. Gosto de ouvir a chuva cair quando estou na cama. Gosto de ver filmes. Gosto de usar as coisas até não poder mais usá-las. Gosto de relembrar bons momentos. Gosto de pantufas com bonecos. Gosto de ouvir o silêncio da minha rua à noite. Gosto de ser chata. Gosto dos carochas. Gosto de sonhar.
Gosto de chocolate. Gosto de rir. Gosto de cabelos despenteados. Gosto de olhar para a lua. Gosto de sentir o vento na cara. Gosto de andar descalça. Gosto de me aconchegar à minha mãe enquanto vejo televisão. Gosto de dançar sozinha no quarto quando oiço música. Gosto de ouvir o riso de uma criança. Gosto de fazer bolos. Gosto de coisas velhas. Gosto de imaginar. Gosto de mergulhar numa piscina. Gosto de cães. Gosto das minhas amigas. Gosto de reciclar. Gosto do mar. Gosto de não fazer nada. Gosto de conduzir. Gosto de passar despercebida. Gosto de ouvir piadas com graça. Gosto de tirar fotografias. Gosto de reconhecer as pessoas pelas suas mãos. Gosto da sinceridade. Gosto de sinais de pele. Gosto de provérbios populares. Gosto de usar protector 50 na praia. Gosto de acreditar na genuidade das pessoas. Gosto de andar de transportes públicos. Gosto de me deitar na cama e olhar para o tecto. Gosto de programas sobre o antigo Egipto. Gosto da pontualidade. Gosto de fruta verde. Gosto de ouvir a chuva cair quando estou na cama. Gosto de ver filmes. Gosto de usar as coisas até não poder mais usá-las. Gosto de relembrar bons momentos. Gosto de pantufas com bonecos. Gosto de ouvir o silêncio da minha rua à noite. Gosto de ser chata. Gosto dos carochas. Gosto de sonhar.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Definições
O que é pensar alto?
pensar, v. tr. supor; fazer tenção de; imaginar; v. intr. formar uma ideia; raciocinar; reflectir; ser de parecer; v. tr. dar penso (ração) a um animal; aplicar penso numa ferida; s. m. pensamento; tino; prudência.
alto, adj. que está a cima do plano em que se encontra o observador; que tem altura; elevado; profundo; fig. ilustrado; importante; soberbo; escessivo; caro; difícil; s. m. altura; elevação; pináculo; cume; o céu, paragem; mús. instrumento semelhante à rabeca, porém maior; o m. q. contralto; adv. em voz alta; interj. pare!; basta!; alto lá!, não digas mais!; basta!; não consinto!
O que é pensar alto?
pensar, v. tr. supor; fazer tenção de; imaginar; v. intr. formar uma ideia; raciocinar; reflectir; ser de parecer; v. tr. dar penso (ração) a um animal; aplicar penso numa ferida; s. m. pensamento; tino; prudência.
alto, adj. que está a cima do plano em que se encontra o observador; que tem altura; elevado; profundo; fig. ilustrado; importante; soberbo; escessivo; caro; difícil; s. m. altura; elevação; pináculo; cume; o céu, paragem; mús. instrumento semelhante à rabeca, porém maior; o m. q. contralto; adv. em voz alta; interj. pare!; basta!; alto lá!, não digas mais!; basta!; não consinto!
in Dicionário da Língua Portuguesa
quarta-feira, outubro 04, 2006
Sinto-me frágil
Uma excelente letra que descreve sensações. Não escrevo mais, o melhor é mesmo ler.
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil, Jorge Palma
Uma excelente letra que descreve sensações. Não escrevo mais, o melhor é mesmo ler.
Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil
Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil
Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil
Frágil, Jorge Palma
Confissões (retalhos de um amor vivido)
"Um dia cometo uma loucura e conto-te. É esse o meu desejo, acabar com esta parvoíce que é amar-te. Serás apanhado desprevenido...bem sei...Ah! Bons tempos em que olhava para ti sem qualquer ideia no coração."
"Quero sonhar contigo... sonhar afectos, ternuras, prazeres. Troca de beijos insanos, suspiros exalados de paixão, o corpo ardendo pelo teu. Assim posso ficar, eternamente, sonhando, delirando, enlouquecendo. Por tua causa, somente tua."
"Quantas vezes olhei para ele tão intensamente, capaz de estar horas a conhecer-lhe os movimentos, os pormenores. Atenção aos pormenores. A marca deliciosa e pequenina que tem entre as sobrancelhas, o dente da frente que não é da mesma cor que os outros, as mãos ásperas e duras, a forma como as unhas encaixam na pele, como revira os olhos quando está a ser engraçado, a forma como levanta as sobrancelhas e a testa fica enrrugada, o sinal que tem na perna, a forma como gosta de me chatear, o charme que faz sem notar, como é demorado e incrivelmente chato a apresentar trabalhos, a barba por fazer, a perna esticada no comboio, comer dois gelados em 3 tempos, falar de comida com uma descrição tentadora que faz crescer água na boca, dizer que é tímido apesar de aparentar não o ser."
"Os teus olhos revelam, ao olhar para outros. O que revelam os meus, ao olhar para os teus? Se os teus olhassem para os meus, saberiam."
"Parece que estiveste com uma rapariga. Como invejo os beijos que lhe possas ter dado."
"De costas, olho para o céu. Conto as estrelas. Conto as lágrimas que verti por ti."
"Ontem estive tão perto de ti. Pareceu um sonho. Como me apeteceu inclinar a boca e beijar-te. Como os teus olhos não me pareceram azuis, mas sim verdes."
"Um dia cometo uma loucura e conto-te. É esse o meu desejo, acabar com esta parvoíce que é amar-te. Serás apanhado desprevenido...bem sei...Ah! Bons tempos em que olhava para ti sem qualquer ideia no coração."
"Quero sonhar contigo... sonhar afectos, ternuras, prazeres. Troca de beijos insanos, suspiros exalados de paixão, o corpo ardendo pelo teu. Assim posso ficar, eternamente, sonhando, delirando, enlouquecendo. Por tua causa, somente tua."
"Quantas vezes olhei para ele tão intensamente, capaz de estar horas a conhecer-lhe os movimentos, os pormenores. Atenção aos pormenores. A marca deliciosa e pequenina que tem entre as sobrancelhas, o dente da frente que não é da mesma cor que os outros, as mãos ásperas e duras, a forma como as unhas encaixam na pele, como revira os olhos quando está a ser engraçado, a forma como levanta as sobrancelhas e a testa fica enrrugada, o sinal que tem na perna, a forma como gosta de me chatear, o charme que faz sem notar, como é demorado e incrivelmente chato a apresentar trabalhos, a barba por fazer, a perna esticada no comboio, comer dois gelados em 3 tempos, falar de comida com uma descrição tentadora que faz crescer água na boca, dizer que é tímido apesar de aparentar não o ser."
"Os teus olhos revelam, ao olhar para outros. O que revelam os meus, ao olhar para os teus? Se os teus olhassem para os meus, saberiam."
"Parece que estiveste com uma rapariga. Como invejo os beijos que lhe possas ter dado."
"De costas, olho para o céu. Conto as estrelas. Conto as lágrimas que verti por ti."
"Ontem estive tão perto de ti. Pareceu um sonho. Como me apeteceu inclinar a boca e beijar-te. Como os teus olhos não me pareceram azuis, mas sim verdes."
segunda-feira, outubro 02, 2006
Chegou o Outono!
Estamos no Outono... a chuva já cai nas ruas e nas nossas cabeças.
O Outono tem a sua magia própria...
Ouvir a chuva cair, de noite, numa cama quentinha; sentir a liberdade na cara com o vento frio e molhado...
Gritar com o chapéu de chuva barato que teima em não resistir ao vento e chegar a casa com as calças molhadas e os cabelos a pingar...
Estamos no Outono... a chuva já cai nas ruas e nas nossas cabeças.
O Outono tem a sua magia própria...
Ouvir a chuva cair, de noite, numa cama quentinha; sentir a liberdade na cara com o vento frio e molhado...
Gritar com o chapéu de chuva barato que teima em não resistir ao vento e chegar a casa com as calças molhadas e os cabelos a pingar...
terça-feira, setembro 26, 2006
Como a vida se desenrola
É estranho ver como a vida se desenrola, como as pessoas mudam, como sobrevivem. Amizades marcantes que com o tempo se desmembram, mas que permaneçem na lembrança. Diferentes caminhos escolhidos que afastam... A vida continua, mas não esqueço os amigos que tive e que me marcaram... os momentos de alegria, as confissões partilhadas, os conselhos dados, os erros feitos.
A cumplicidade de hoje poderá não ser a mesma de amanhã. Cada um segue a sua vida, conhece novas pessoas. Eu faço o mesmo. Mas vejo as pessoas mudar, e eu não, e isso é estranho. Será que elas vêem o mesmo que eu?
É estranho ver como a vida se desenrola, como as pessoas mudam, como sobrevivem. Amizades marcantes que com o tempo se desmembram, mas que permaneçem na lembrança. Diferentes caminhos escolhidos que afastam... A vida continua, mas não esqueço os amigos que tive e que me marcaram... os momentos de alegria, as confissões partilhadas, os conselhos dados, os erros feitos.
A cumplicidade de hoje poderá não ser a mesma de amanhã. Cada um segue a sua vida, conhece novas pessoas. Eu faço o mesmo. Mas vejo as pessoas mudar, e eu não, e isso é estranho. Será que elas vêem o mesmo que eu?
segunda-feira, setembro 25, 2006
Há coisas estranhas!
Estava hoje a pesquisar umas coisitas na net para um trabalho, quando descobri uma notícia no mínimo peculiar...:
Uma mulher polaca é acusada de cultivo de narcóticos... (até aí nada de especial...) O que torna interessante a notícia é a quem se destinava a droga.
A senhora de 55 anos cultivava marijuana, não para consumo próprio, mas para a sua vaca! Ao que parece, a vaca era indisciplinada e violenta, chegando mesmo a partir, uma vez, o braço a uma pessoa.
Alguém sugeriu então, à proprietária do ruminante, a adição de cannabis ao alimento do animal. Desde então, a vaca sossegou, ficando calma como um cordeiro.
Questionada sobre a origem das plantas, a acusada afirma que as sementes das plantas cultivadas foram adquiridas no mercado.
De acordo com a polícia, as plantas, extremamente potentes, atingiam os 3 metros de altura.
Com esta brincadeira a senhora habilita-se a cumprir uma pena de prisão de 3 anos. Agora a questão que surge é: será que a droga se destinava mesmo ao consumo da vaca? Ou é uma invenção, para fugir à cadeia, com muita imaginação?
Fica ao critério do tribunal...
Estava hoje a pesquisar umas coisitas na net para um trabalho, quando descobri uma notícia no mínimo peculiar...:
Uma mulher polaca é acusada de cultivo de narcóticos... (até aí nada de especial...) O que torna interessante a notícia é a quem se destinava a droga.
A senhora de 55 anos cultivava marijuana, não para consumo próprio, mas para a sua vaca! Ao que parece, a vaca era indisciplinada e violenta, chegando mesmo a partir, uma vez, o braço a uma pessoa.
Alguém sugeriu então, à proprietária do ruminante, a adição de cannabis ao alimento do animal. Desde então, a vaca sossegou, ficando calma como um cordeiro.
Questionada sobre a origem das plantas, a acusada afirma que as sementes das plantas cultivadas foram adquiridas no mercado.
De acordo com a polícia, as plantas, extremamente potentes, atingiam os 3 metros de altura.
Com esta brincadeira a senhora habilita-se a cumprir uma pena de prisão de 3 anos. Agora a questão que surge é: será que a droga se destinava mesmo ao consumo da vaca? Ou é uma invenção, para fugir à cadeia, com muita imaginação?
Fica ao critério do tribunal...
terça-feira, setembro 19, 2006
Sensações
Sinto vazio e desilusão ao olhar para o que pensei e soube com certezas. Certezas que se desvaneceram com o tempo, com a ausência, com a verdade. Não és quem eu pensei que eras, nunca foste e só agora o sei. A culpa não é tua, é minha: deixei-me enganar por um sonho que não existe. Não me arrependo do que senti, do que me fizeste sentir sem saber. Gostei. Depois de todas as sensações, de todos os momentos, o nada parece e é pouco.
O tempo não volta atrás, não continuo enganada, não sinto o que senti. Quero estar enganada, permanecer nas falsas ilusões, sonhos e sensações.
Amei-te.
domingo, setembro 17, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
Cada tiro, cada melro!
É uma bela expressão que traduz uma lei já muito comentada... a famosa lei de Murphy: " se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará."
Quem nunca vivenciou esta situação? Qual fila escolher? Mas que pergunta! A mais rápida como é óbvio! Todavia, a fila escolhida não é a mais rápida pois a fila do lado anda mais rápido que a nossa.
Eu, pessimista assumida (o que vier a mais é extra), acredito nesta lei... e nestes dias vivi mais uma vez a lei de Murphy...
Dia 1 - Esperar e esperar para ter uma aula... quando falo em esperar, falo em 3 horas , talvez 3 e meia, mais o tempo extra de viagem de comboio (resumidindo chegar a casa antes das 18:00 versus depois das 22:30). Segundo a lei, o pior a acontecer acontecerá... e aconteceu... decidi esperar pela aula e não houve! Resultado: chegar a casa às 22:30 (0-1, Murphy ganha).
Dia 2 - Objectivo: contrariar a lei de Murphy. Para tal, não voltar a esperar horas por uma aula que não existirá, ou seja, ir para casa... Resultado: houve aula com muita matéria dada (0-2, Murphy ganha).
Dia 3 - Para reforço da tentativa, (nota: o resultado do dia anterior não era conhecido, mas se fosse a lei de Murphy ganharia na mesma): não ir a uma aula de apresentação, a única a uma sexta-feira. Resultado: aula dada (0-3, Murphy ganha claramente).
E volto a perguntar: quem nunca viveu situações semelhantes?
É uma bela expressão que traduz uma lei já muito comentada... a famosa lei de Murphy: " se há duas ou mais formas de fazer alguma coisa e uma das formas resultar em catástrofe, então alguém a fará."
Quem nunca vivenciou esta situação? Qual fila escolher? Mas que pergunta! A mais rápida como é óbvio! Todavia, a fila escolhida não é a mais rápida pois a fila do lado anda mais rápido que a nossa.
Eu, pessimista assumida (o que vier a mais é extra), acredito nesta lei... e nestes dias vivi mais uma vez a lei de Murphy...
Dia 1 - Esperar e esperar para ter uma aula... quando falo em esperar, falo em 3 horas , talvez 3 e meia, mais o tempo extra de viagem de comboio (resumidindo chegar a casa antes das 18:00 versus depois das 22:30). Segundo a lei, o pior a acontecer acontecerá... e aconteceu... decidi esperar pela aula e não houve! Resultado: chegar a casa às 22:30 (0-1, Murphy ganha).
Dia 2 - Objectivo: contrariar a lei de Murphy. Para tal, não voltar a esperar horas por uma aula que não existirá, ou seja, ir para casa... Resultado: houve aula com muita matéria dada (0-2, Murphy ganha).
Dia 3 - Para reforço da tentativa, (nota: o resultado do dia anterior não era conhecido, mas se fosse a lei de Murphy ganharia na mesma): não ir a uma aula de apresentação, a única a uma sexta-feira. Resultado: aula dada (0-3, Murphy ganha claramente).
E volto a perguntar: quem nunca viveu situações semelhantes?
segunda-feira, setembro 11, 2006
A primeira postagem de sempre...
Aqui vai... não sei bem no que isto vai dar...já há algum tempo que andava com o bichinho do blog... e agora é que ganhei coragem, mas ter uma tela em branco, à espera de ser escrita, é um pouco complicado, o que escrever?
Não sei... e isso é estranho... será o embaraço da primeira vez? Ou será sempre assim?? Será que este blog vai aguentar muito tempo? Serei capaz de escrever? Terei tempo? Tantas dúvidas idiotas, mas nenhuma resposta.. talvez seja mesmo assim... esperar e ver...
Agora é a fase da exploração... descobrir este mundo dos blogs... fazer alterações ao modelo escolhido, experimentar, "bloquear" o computador de vez em quando (sim, porque sou uma azelha com os computadores)...
Sempre achei a ideia de escrever um diário curiosa...por diversas vezes começei um... mas logo desistia... talvez por preguiça, comodismo... espero, agora ser capaz... Claro que um blog não tem de ser necessariamente igual a um diário... não tenciono que assim o seja...
Está demonstrado cientificamente que sou uma naba... acabei de postar um post sem nada escrito... agora vou ver se o consigo retirar...pode ser que dê...DEU!!! Yeah!!
Por agora acabo...mais tarde pode ser que volte... que isto agora é amor novo...LOL
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